sexta-feira, 16 de outubro de 2009

I'll be waiting

Eu podia ser a pior pessoa do mundo.
Eu poderia pensar em mim em primeiro lugar e fazer algo que, talvez, fosse me beneficiar depois.
Eu poderia. E eu vi. E..
E...
E eu fiz o bom. Eu fiz o que as pessoas consideriam certo.
Não me agradeçam, porque eu não fiz o que eu queria fazer. Eu fiz o que devia fazer e isso não me deixa feliz.
Porque fiz o que eu devia fazer e não o que eu queria fazer. Então eu não sou uma boa pessoa. Eu sou alguem que faz o que tem que fazer.
Eu queria outra coisa. E fazer o contrário não é ser melhor. Não é.
Mas eu simplesmente não sei fazer o contrário.
O que quer que isso signifique.
Isso não me faz alguem melhor.
Não faz mesmo.
Porque eu não me sinto melhor.
Só dói muito. Mas, como eu disse, eu não sei não fazer.
Então?
Não tem então. Essa história não tem moral.
E não quero bem, mal, nem nada. Porque não faz diferença. Não pra mim.
Amanhã eu vou a praia. Tá afim?

8 comentários:

Zunnnn disse...

há. mulheres...
MULHERES...

rs

bjs saudades

xoogle disse...

Tá chovendo pra #@#$%. Não vejo o sol praticamente desde março... ódio! Boa praia.

Legal teu texto. Me faz lembrar das coisas certas que eu fiz quando na verdade o esperado, o mais provável era fazer tudo torto e defeituoso. De alguma forma nunca me senti com vontade de ganhar uma medalha por meus atos. Eu queria mesmo era transgredir.

Ivan.

Anna Bueno disse...

Então tá...rsrs
Eu tb ajo assim, não fico feliz, mas me sinto em paz.
Bjos!

Lekkerding. disse...

Querer, poder, dever, precisar, e...
Fazer.
No fim das contas, o que se registra nos livros é o que está feito. E mesmo que não queira, não deva, não precise e não possa, está feito.

E fica a dúvida: o que está feito, está bom?

Paloma Flores disse...

Isso do que DEVEMOS e QUEREMOS fazer é foda. A gente tem que encontrar um equilíbrio e seguir pelo caminho que achar melhor.
Boa semana!

Fernando R. Silva disse...

Olhe, Tay, acho que devemos azer sempre o que é sensato. E a sensatez, o bom senso, podem estar na razão ou na emoção. Se você não ficou feliz com o que fez, talvez tenha sido sensata na situação, mas naõ o foi consigo própria.

Exemplo: certa vez descobri que uma namorada me traíra. Ao invés de berrar e o escambáu, chorei, fui passivo, tranquilo. Mas até hoje me arrependo em não ter enfiado a mão na cara dela.

No final, o que importa, é que sejamos coerentes com as nossas verdades, com nossos sentimentos. Se o conseguir, está bom.

Beijocas.

xoogle disse...

You're back to slow mode again, darling... lift yourself up and get this hammer down...

Cheers from me,

Ivan.

Guilherme Franco disse...

Só porque não sentes como bom ou melhor não quer dizer que não seja bom ou melhor.
Mas vou explorar o outro lado: é bonito como a praia.
Um beijo.