domingo, 11 de novembro de 2012

Apodyopsis



    Coisas boas acontecem quando a gente menos espera. É o que dizem.
    Às vezes, é um bom filme pelo qual não dávamos nada. Outras, uma comida diferente que nunca tínhamos provado.
    Ou então aquela noite em que o nada estava programado para acontecer, e simplesmente acabou acontecendo o tudo, um dos momentos mais diferentes dos últimos tempos.
    Inesperado. Não tem como programar; essa é a premissa.
    É aquela situação em que os sentimentos ficam a flor da pele, e você é obrigado, ou melhor, compelido a agir conforme as coisas vão acontecendo.
    Um arrepio diferente. Um cheiro diferente. Uma pele diferente. Um toque diferente. O corpo começa a reagir a novos estímulos, a cabeça a novos pensamentos. É a babilônia das sensações.
    Tudo é novo, tudo é surpresa, tudo estranhamente faz sentido, e não mais que de repente, tudo se encaixa.
    Subitamente parece que o antes foi perda de tempo. Que esse tempo é o agora.
    Uma história em alguns segundos.
    Por um bom tempo o olhar fica longe, o pensamento disperso e os braços sentindo falta de alguma forma, de algo que não estava ali antes, mas que agora torna-se saudoso.
    Talvez esse mesmo momento nunca se repita, talvez o encaixe volte a não acontecer, mas será que o que passou se torna menos significante?
    Eu acho que, embora ainda prefira continuar confiando no inesperado - naquele algo a mais, o dia a dia não é capaz de suplantar esses raros momentos de felicidade espontânea.
    É isso que faz ser tão bom.
    É isso que faz querermos sempre mais.
    São os momentos inesperados que fazem com que se acredite, com que se sonhe e com que se queira ir em frente.
    E quem pode realmente afirmar o que vai acontecer depois deles?
    Quem pode dizer que não foi apenas o começo?
    Do que? Ninguém também pode saber.
    A história vai acontecendo conforme vai se escrevendo.
    O que você quer que leiam?

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Just keep following

A gente tende a achar que com o tempo e os tombos vai ficando mais inteligente, sábio, ou coisa que o valha.
Mas aí certas coisas acontecem, e já não temos mais tanta certeza assim.
Porque, né, nenhuma situação é igual a outra.
Eu, pessoalmente, estou pensando em tatuar na minha testa algum símbolo, uma marca, algo que me lembra que percorrer alguns caminhos... Hum, não!
Sabe como é? Você tá lá, se sentindo a última pessoa do Universo, bobo, chato e feio. Aí lentamente, vai subindo... Opa, eu sou até legal... Nossa, eu chamo atenção! Meu Deus, eu sou gente de novo.
Aí, amigo, é a hora que fode.
Porque eu subi na mesa, e já vejo tudo diferente, e acho que vou fazer tudo diferente.
Ok, algumas vezes eu até consigo, mas noutras...
Aquela portinha tá brilhando numa cor tão interessante.

Vou tatuar a testa. Olhos de cãoo azul! E que Gabo me ajude!

domingo, 7 de agosto de 2011

And we're running with blood on our knees

Droga, quebrei meu salto e minha meia puxou.
Eu nunca vou conseguir chegar a tempo, ou mesmo decentemente.
Que mais eu tenho que fazer hoje?
Supermercado, banco, academia, aquilo...
Afff! Eu troco aquilo por três horas de esteira! Que coisa eu passo uma semana comendo jiló pra não ter que lidar com aquilo.
E esse engarrafamento! Meu Deus, que lerdeza!
O que será que vai acontecer? Já podia ser amanhã, e eu estaria livre.
Droga!
Tá na hora.
Boa sorte!

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Don't bother me

E no fim/começo, é bom quebrar tudo antes de sair/chegar.
Pratos, vasos, e até algumas cabeças.
O caos é uma oportunidade.

sábado, 26 de março de 2011

There's a ghost in my mouth

Eu nunca me achei uma pessoa literal demais. Até tu chegares.
Ao meu ver, só o papo do 'está subentendido' é que é meio complexo.
Não dizer as coisas claramente é uma coisa melindrosa.
Tu não disseste que sim, mas tampouco disseste não, então vou subentender o que eu quiser?
É muito estranho esperar que as pessoas vejam as coisas pelos teus olhos.
Talvez seja burrice, ou então sei lá o quê.
Mas enquanto as coisas não forem ditas, tudo fica naquele limbo do que 'poderia-ter-sido-e-não-foi', e isso é difícil.
Não dizer, não decidir, não fincar a tua palavra numa pedra causa muita controvérsia.
Ou então a gente só espera que ainda exista alguma brecha em algum lugar.
Talvez não querer subentender signifique que existe algo pra subentender que não estamos vendo. Que ainda, depois de tudo, exista alguma coisa. A felicidade, desesperadamente, no melhor sentido da coisa.
No fundo, é só mais uma maneira de acreditar que tudo poderia ser diferente. Que tem um sentido pra toda essa falta que faz a pele.
Maybe, maybe...


* Sim, eu existo, eventualmente... ;)

quinta-feira, 10 de março de 2011

You know my motivation

Eu sempre tenho grandes ideias para salvar o mundo. Sim, eu tenho muitos egos dentro de mim, então salvar o meu mundo me importa.
E sempre penso que elas renderiam bastante.
Mas aí o efeito do alcool passa e minha sanidade volta, e eu penso que eu não vou salvar o mundo arrumando a minha mala. Graças, voltou a tempo.
Coisas da minha cabeça.
Sim, eu tenho problemas, muitos e variados.
Eu ando sonhando tanto acordada, que vou dormir com a certeza de que ainda estou desperta. Então, chegam os sonhos e eu penso que não mudou muita coisa.
A vontade de escrever tem batido, e já está quase esmurrando a porta. Mas dentre as pautas existentes, ainda não pintou aquela que brilha.
Eu não sei se ando sem inspiração, ou com demais piração.
Mas tô com ganas de escrever, escrever, escrever... E tem sobrado pros pedaços de papel, folhinhas avulsas, post-its velhos etc.
Cadê? Cadê? Cadê?
Vou dormir sonhando, de novo, dessa vez, com uma ideia que vai vingar. E o mundo nunca mais será o mesmo.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

I'm in here

Eu sinto a tua falta.
Eu sinto.
Falta.
Tua.
É tão estranho pensar nessas palavras. Na verdade, pensar não é o problema, mas simplesmente falá-las é que fica meio complicado.
É como se eu estivesse cometendo algum pecado, falando um palavrão cabeludo quando não devo, ou algo do tipo.
E é tão estranho, tão sem sentido, já que eu posso ter te visto hoje, te abraçado hoje, falado olhando nos teus olhos hoje. Parece que isso só faz aumentar a falta, o espaço.
Que estranho.