domingo, 1 de fevereiro de 2009

At least I thought I was, but there's no way of knowing...

Eu posso lutar contra várias coisas. Eu posso, de verdade. 
Nem é balela, ou auto-promoção, é apenas o que eu sei.
Não tenho medo (na maioria dos casos, mas o meu vaso é sempre outra coisa) e não me falta coragem. Às vezes, seria até mais fácil (cômodo, traduzindo) se faltasse.
Eu posso lutar contra a ânsia, o mau humor, uma dor de cabeça, ou um barulho irritante. Eu posso lutar contra o livro chato, mas necessário, um dia baunilha, mas superável, ou uma conversa sacal, mas inevitável.
Eu posso fazer isso. Eu posso e consigo. Nem é difícil. Meta, foco, ideal, sonho, utopia, escolhe a tua porta.
Algumas doses de boa-vontade, persistência e ausência de vergonha na cara, é a receita que está na minha agenda, e que eu decorei há tempos.
Posso lutar contra mim mesma, até. Meus medos, minhas crenças, minhas vontades. Não digo que é fácil, digo que posso. Posso evitar, ignorar, esquecer, relegar, lembrar, cuidar, cultivar. Posso respirar fundo pra dissipar a confusão, impedir uma vontade indesejável que teime em crescer, segurar o medo do que vem com o fim da esquina, até seguro o sentimento de falta, como quando não tem o sal do arroz ou fica um incomôdo no final do filme. E ainda que eu não acredite em não-pensar, eu posso evitar certos pensamentos, sentidos e emoções.
Eu posso lutar e lidar com tudo isso, e nem me causa muito dano. No máximo, uma dor de cabeça e uma tensão no ombro, pelo esforço. Outras vezes, até mais, porém resiliência é a palavra.
O que está além do que posso é o que me incomoda, me irrita, leva o meu olhar pra longe e a minha mente pro espaço. 
Sabe aquelas coisas que estão completamente fora do alcance da tua mão? Que não dependem em nada de ti? São contra essas coisas que eu não posso lutar. Não porque eu não queira, mas, porquê, como eu disse antes, não dependem de mim. Eu posso lutar com o melhor de mim, mas não posso impedir que a campainha toque em outra porta.
Se dependesse da minha armadura e da minha espada, era simples, em termos. Segue reto, anda duas quadras, dobra à esquerda no sinal, até chegar na grande placa brilhante.
Eu posso lutar e ignorar as nuvens, mas como impedir um pôr-do-sol?

*Tô em falta no quesito comentários. Desculpa, gente. Quando a minha sanidade e meu foco voltarem do passeio que foram fazer numa dimensão paralela por aí, eu volto. Podem me xingar se eu não o fizer. E algo que me diz que eu já disse isso antes... ;)

8 comentários:

Aline Dias disse...

Incrível o sentir tão grande e ao mesmo tempo se sentir incapaz.

Beijos, guria!!!

Paulinha* disse...

Também sou assim..luto contra um monte de coisas,quando chega a hora de lutar de verdade,não dá!

Homem do Cafezinho disse...

É querida, a vida é uma luta constante. Lutamos contra a cama na hora de acordar e contra o sono na hora de se deitar. Isso sem contar todas as outras lutas que nos envolvem ao longo do dia. Muitas dessas lutas nem nossas são, mas nos parece impossível passar ao mundo impassível a certas coisas....

Quando quiser um café apareça, sei que sumi do MSN, mas aos poucos retomo a rotina!!! Tudo de bom pra você e seu mestrado!!!

Mirna disse...

preciso dizer q eu te entendo?
o maior medo é do q n podemos controlar...n importa quão seguras e lutadoras sejamos?

texto excelente! Amei.

o q eu desejo?

q mesmo q tu n possa controlar,sempre descubras antes do pôr do sol ...o q tu queres.

=*

Ruberto Palazo disse...

Não lute contra o por-do-sol, aproveite-o.

Beijos

MELISSA S disse...

Resiliência é uma qualidade de poucos, mulher. Mas eu sempre soube, pelo q tu escreve, q tu tá nessa minoria. Qto às coisas que não dependem de ti, paciência. Tb é sábio a gente deixar o que não pode ser feito pra lá. O importante é q a gente faça o nosso.... Bjs!!!

Maldito disse...

é,...acho que devemos pensar muito nos motivos antes de escolher uma batalha a ser travada!
Inté

Sisa disse...

Essa parte de "eu sei o que posso e não é auto promoção" foi o que eu mais gostei no texto. Por mais que a gente se frustre com o que não pode, saber o que pode é uma arma e tanto pra encarar a vida.
Beijo.