terça-feira, 12 de agosto de 2008

Ela não precisa mais de você, sempre o último a saber.

Mulher às vezes é o bicho mais besta que existe na face da terra.
E como eu sou uma, sei disso plenamente.

Mas quando tu já cometeste um erro algumas milhares de vezes, dá nos nervos ver alguém cometendo a mesma atrocidade. Ainda mais se for uma amiga.

Essa amiga, que vamos chamar de Christina, ficava com um doido aí, que vamos chamar de Mané.
A história já começou mal: enquanto eles ficavam, o doido me aparece ficando com uma prima de uma amigona dela.
Cristo falou em perdoar setenta vezes uns trocados, e eu acho que o doido devia ter uma boa lábia, então... Voltaram as boas! Ela não guardou mágoa no coração e continuou tratando ele do mesmo jeito.
Numa dessas coisas da vida, uma balada aqui, outra acolá, mesma roda de amigos, eles voltaram a se esbarrar.
E como diria a Roberta, abriram-se as cortinas: a palhaçada vai começar...
Eles estão ficando, e o seu Mané diz que sempre que eles se encontrarem, deviam ficar e blá blá blá, a minha amiga, que acreditem, não é besta (Olha, apesar dessa história, eu acredito que ela não é besta, na minha opinião, às vezes ela é até muito homem, sabe...), resolveu ir ver onde a história ia dar.
Continuaram ficando, quando de repente, o doido me muda o discurso. Agora eles estavam de fato ficando, sacramentado e tudo, e 'tudo tinha o seu tempo' (Acreditem, ele falou isso mesmo, out of the blue, e ela e eu passamos uma boa meia hora quebrando a cabeça, tentando entender o que, diabos, ele queria dizer).

Só que, as mulheres, conhecem os sintomas... Tu tás lá, na tua, há muito tempo sem ninguém, aí me vem um retardado, dizendo tudo que tu queres ouvir, e tem até a pegada (segundo ela, né, pela cara dele, eu não botaria muita fé), aí ela acabou meio que se envolvendo. Preciso dizer que foi o erro dos erros?

Okz.
Deixa eu resumir a história, ou vou ficar contando isso até a próxima encarnação.
Sexta-feira agora, nós saímos. E o doido lá. Simplesmente ele fica com outra amiga dela, na frente da minha amiga, off course, porque se fosse escondido, seria homem, não palhaço (Acho que vou mandar isso pro HTP!).

Agora vem a parte irritante, a minha digníssima amiga me vem com a seguinte pérola: não vou mais ficar com ele, mas vou continuar falando normalmente, porque andamos com as mesmas pessoas.

O i ?
An? Quê? Como? Como é que é?

Quase eu caio da cadeira quando ela disse isso.

O cara sacaneia ela, pela SEGUNDA vez, e ela me vem com essa?
Não to mandando ela virar a cara e fazer um bonequinho de voodoo com o nome dele, apesar de ser uma idéia muito boa, mas pelo amordeDeus, cadê o amor-próprio????

Se fosse EU... Okz. Aí deu o estalo.

O que mais me revoltou aí foi ver que eu já passei por essa situação, no mínimo, umas boas dezenas de vezes. Algum cara me sacaneava, e eu arranjava alguma desculpa pra não fazer nada, pra me resguardar, eu acho.
Eu tinha um ex (Ahhh, que maravilha são os exs namorados pra render história...) que vivia aprontando comigo. E eu sempre usava desculpas pra não ter que párar de falar com ele. Andavámos com as mesmas pessoas. Ter raiva no coração não era uma coisa legal. Queria ser uma pessoa superior. E até a mais clichê, e idiota, de todas: um dia ele vai perceber que errou e eu vou estar lá.

DESCULPA!
Isso tudo são desculpas! Quando alguém erra uma vez, com certeza merece perdão, pelo menos em alguns casos. Agora quando esse alguém sacaneia pela segunda vez, prova que perdeu todo o respeito que tinha por ti, e a tendência é só sacanear, e sacanear e por aí vai...
E, infelizmente, quando a gente gosta desse alguém, variando a intensidade disso, a gente sempre se convence de que não é beeeeeeeeem assim, ele não é tão mau, nós que não temos o direito de exigir, e a falta não foi tão grave assim.

Novamente, desculpas!
Ele é um idiota, e é assim. Tu mereces mais, e é assim. E foi grave, sim!

O respeito começa com o que temos por nós, só quem sabe teu verdadeiro valor, sabe o que vale a pena aceitar, e pelo que vale a pena lutar.

E homem... Desculpa aos que lêem, mas, ô, racinha, hein?
Não podem ver uma saia com uma piriguete dentro, que já saem com a língua de fora, babando e pensando com a cabeça errada.
Vai de nós mesmas mostrarmos que valemos mais que isso. O cara te sacaneia, e tu abaixas a cabeça, continuas do lado dele, como se nada tivesse acontecido. Tu esperas, de verdade, que ele tenha respeito por ti?
Numa situação dessa, eu já não tinha respeito por mim e queria exigir que o tivessem.
Absurdo, é claro.

E, tá bom, eu sei, isso acontece com homens também.
Eu também já vi acontecer. Já vi uma mulher pisa num amigão meu, e ele não agir. O que aconteceu? Pisou de novo.

Resumo da ópera: é aquela velha, e batida, mas ainda verdadeira, história, se TU (é, tu mesmo, porra!) não te dares o valor devido, quem vai dar? O pipoqueiro da esquina?

É todo o problema da tal da maçã. Eles(as) sempre têm preguiça de pegar a que fica la no topo. Prefere a podre, que tá mais acessível (leia-se: fácil!).
Vai entender.

Um comentário:

Gustavo Pinto disse...

Nossa. Que relato de uma feminista de sangue e alma.

Fiquei até com vergonha de mim mesmo por ser homem. Eu heim :P